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Flocos de água
Dentro de casa, aumento meu gosto:livros,pensamentos,corações suspensos, propagando o ar. Quanta beleza refletida,tanta cor,em dias tão cinzas.Há quem diga que não. Barulho de chuva,este poemapara os ouvidos meus. Nesses diasem que gotasfazem poeisa na janela:Suplico que me lavem-pés a cabeça. No ímpeto:suspendo pés,deito o corpoem fios de algodão. Meu Ser, é um orvalho.
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Palavras em movimento – Tempos abreviados
Hoje a atenção está cada vez mais dispersa. Com a internet, nunca se teve tanto acesso às letras, aos textos, às imagens. Somos leitores, diversos e em movimento – nos transportes para o trabalho, pelas ruas, na espera de uma consulta, etc. Lemos de “verdade”? Sabemos ler imagens? Sabemos interpretar, absorver, sentir, refletir sobre as enxurradas de informações que circulam?…